SUS começa a oferecer nove novos medicamentos oncológicos
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O Ministério da Saúde iniciou a oferta, no SUS, de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia em todas as regiões do país.
Os novos medicamentos
Os nove medicamentos atendem 13 indicações de câncer, entre eles tumores de mama, próstata, pulmão e linfomas, e devem beneficiar mais de 116 mil pessoas. Muitos já estavam incorporados ao SUS havia mais de dez anos, mas não eram efetivamente ofertados.
A lista inclui trastuzumabe, abemaciclibe, acetato de lanreotida, pazopanibe, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, alfatirotropina (TSH recombinante) e sunitinibe. Ao todo, 23 novos medicamentos estão previstos até o fim do ano, o que amplia em 35% as alternativas de tratamento na rede pública.
Os tratamentos podem aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Alguns também têm indicação após a cirurgia, mesmo sem sinal visível de tumor, para evitar que a doença volte.
Onde a oferta começa
A oferta começa em 20 centros de tratamento, em 17 estados de todas as regiões do país, e deve chegar aos demais centros até o fim do ano. As equipes serão capacitadas para usar um novo sistema, mais digital e integrado, para solicitação, registro e controle dos tratamentos.
O impacto anual da aquisição dos nove medicamentos é de R$ 155,4 milhões. Considerando todas as medidas anunciadas, o impacto chega a R$ 4 bilhões por ano. A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas e da Assistência Farmacêutica Oncológica.
Rastreamento do câncer colorretal
A partir de novembro, o Ministério da Saúde começa a distribuir aos estados 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o rastreamento do câncer de intestino em pessoas sem sintomas, de 50 a 75 anos. A implantação nas Unidades Básicas de Saúde será gradual, começando pelas capitais e pelos municípios com mais de 500 mil habitantes.
O FIT detecta quantidades mínimas de sangue oculto nas fezes, com precisão de até 92%. Quem tiver resultado positivo é encaminhado para colonoscopia, o que evita a realização desse exame em pessoas com resultado negativo.
Outras medidas
O custeio da iodoterapia, usada no tratamento do câncer de tireoide, passa de R$ 5,2 milhões para R$ 18 milhões por ano, um aumento de 246%. O repasse para medicamentos aplicados na veia será quatro vezes maior, e o valor para os medicamentos orais vai dobrar.
O pacote inclui ainda R$ 46 milhões por ano para cirurgias videotorácicas oncológicas, técnica minimamente invasiva usada principalmente no câncer de pulmão, e a atualização dos valores de exames de diagnóstico, como biópsias e testes de biologia molecular.
Câncer infantojuvenil
O Ministério também vai criar um grupo de trabalho para elaborar a primeira linha de cuidado do retinoblastoma no Brasil, câncer que afeta principalmente crianças com menos de 5 anos. O principal sinal de alerta é um reflexo branco na pupila. Com diagnóstico e tratamento precoces em serviço especializado, a sobrevida supera 90%.
Fonte original
“Ministério da Saúde inicia oferta no SUS de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia em todas as regiões do país”, publicado em 20/10/2026.
Ler a publicação oficial (abre em nova aba)Resumo elaborado pela MedicGLOBAL a partir da publicação oficial, como referência informativa. Não se trata de comunicado da MedicGLOBAL. Em caso de divergência, prevalece o texto da fonte.
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